Amber Heard Brasil

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Entrevista da Amber para a The Edit Magazine.

2 comentários

Sem Título-1Amber Heard deixa cair a sua bolsa em cima da mesa quando ela chega, pontualmente para a nossa entrevista no jardim de um restaurante descontraído em West Hollywood. O conteúdo da sua bolsa fica claramente visível – dois livros bastante usados: The Immortalist de Alan Harrington, agora fora de linha; e The Jefferson Bible: The Life and Morals Of Jesus Of Nazareth de Thomas Jefferson que teve a sua primeira publicação em 1895.

“Você pode ler este livro milhares de vezes e sempre aprender algo novo com ele”, ela diz sobre o último, com uma pitada de sotaque texano. Ela sempre mantém o livro em sua bolsa, diz ela, caso ela seja mantida a espera de um elenco. É improvável, no entanto, que os executivos de Hollywood estão mantendo sua espera muito nesses dias: Heard está levando agora um material de uma lady,  tendo marcado um papel de protagonista em The Rum Diary ao lado de Johnny Depp (de quem falaremos mais tarde) em 2011, supostamente batendo grandes nomes como Keira Knightley e Scarlett Johansson para o papel.

Quando ela pega um pedaço de queijo e permite-se um copo de um bom vinho tinto, Heard diz que ela poderia alegremente falar sobre livros durante todo o dia. Eu, é claro, gostaria de falar sobre Depp. No momento da entrevista, as fotos mais recentes dos tablóides mostram os dois lado a lado no centro de Londres. Ela usava um vestido de seda vermelho simples, que parecia uma chama dançando, e até mesmo nas fotos dos paparazzis, de cabeça baixa, ele era primoroso.

Enquanto falávamos, Heard está no modo descontraído de um cinza floral, jeans e uma camisa de linho branca. A bolsa cheia de livros é a Falabella de Stella McCartney. Suas unhas são pintadas de vermelho, o que favorece seus anéis grossos de prata. Ela parece mais sensata do que a sua idade, mas seu rosto parece mais jovem do que 27: pele úmida tão clara que parece photoshopada, com límpidos olhos verdes.

“Conhecimento é a minha religião”, ela diz sobre os livros que coleciona em mercados usados. “Essa necessidade de estímulos é uma constante em minha vida.” Sempre houve “um impulso para eu querer mais, para eu ser curiosa, para perguntar mais, para pesquisar mais.” Educada como católica, Heard era bolsista em uma escola, mas achou a educação de uma cidade pequena sufocante. “As escolas católicas não tem a reputação de ser um terreno fértil para a informação ou curiosidade, mas eles são o terreno ideal para uma revolta”, ela observa.

É por isso que ela saiu de casa em Manor, zona rual do Texas, com 16 anos de idade. “Eu precisava ir”, diz simplesmente. Era a esperança de fama que levou a uma revolta? “Eu não tinha objetivos”, lembra ela. “Eu estava apenas curiosa e com fome, eu não tinha nada a perder. Eu venho do meio do nada e cresci com nada.” Na verdade a história da Heard faz parte de um sonho americano. Seu pai é empreiteiro, e sua mãe uma pesquisadora de estado, e Heard descreve a sua irmã mais nova como “sua parceira de crime”. Sua vida em casa era bastante humilde, com pouco conforto mas criou uma mulher com o grão para tomar Hollywood, com uma base sólida e ainda falar o que pensa.

Com o que parece agora uma destemida determinação, Heard começou a trabalhar para ganhar dinheiro como modelo até juntar dinheiro o suficiente para se matricular em aulas de teatro em Austin, depois ela saiu de casa para continuar com a sua carreira de atriz. “Lembro que o meu maior obstáculo é que eu ainda não tinha 18 anos, e isso causou alguns problemas – arrumar um quarto de hotel, por exemplo”, diz ela. “Eu estava no meu próprio país. Eu forjei o nome dos meus pais para estar no set, porque eu era menor de idade mas estava trabalhando como uma adulta. Eu forjei uma identidade falsa também.” Funcionou: em um curto espaço de tempo Heard ganhou três pequenas peças para atuar. Mas isso não foi música para os ouvidos de seus pais. “Eles não reagiram positivamente, como já era de se esperar, mas eles também não poderiam me parar.”

Enquanto sua carreira cresceu, e papéis na TV a levaram ao cinema – incluindo Drive Angry (2011), contracenando com Nicolas Cage – Heard teve um relacionamento com a fotógrafa Tasya Van Ree, que durou quatro anos. Excepcionalmente para uma pessoa de Hollywood, Heard nunca escondeu. “Eu tive relacionamentos, relacionamento bem sucedidos com homens, e tive um ótimo relacionamento com uma mulher maravilhosa”, diz ela. Isso é uma relação que a impressa desesperada e sensacionalista tinha para definir a sua sexualidade. Mas ela acrescenta: “Eu nunca vou pedir uma classificação ou um rótulo para esse momento da minha vida. Eu sempre fui e sempre serei quem eu sou e nunca vou fingir nada para ninguém.”

É interessante ouvir uma figura de tal curiosidade publica defender suas escolhas. “Eu não estou sempre querendo ser uma pessoa que tem o desejo de me expor mais do que eu sinto. Ser uma pessoa privada me faz querer não me expor mais do que eu já sou”, diz ela. “Mas eu também senti que tinha a responsabilidade de deixar isso escondido. Eu vi pessoas ao meu redor render a se esconder por culpa da vergonha. Eu sinto e senti vergonha nenhuma. Todos nós amamos quem amamos, nós não escolhemos isso.”

Esta confiança interna ficou evidente quando Heard chegou no tapete vermelho em 2011 como uma femme fatale totalmente formada, uma deusa de Hollywood embrulhada em seu quase branco vestido Alessandra Rich na premiere de The Rum Diary em Londres. E ela estava, naturalmente, fazendo uma boa impressão além do filme e do tapete vermelho. No momento da entrevista, Heard acaba de ser fotografada com Depp em Moscou e Londres, premieres de The Lone Ranger. Ela também foi flagrada com Depp e seus filhos no aeroporto de Tóquio durante a turnê de publicidade do filme. Na verdade, os rumores de um relacionamento com Depp tem rodado por meses. Ele e sua parceira de longa data, Vanessa Paradis, com quem teve dois filhos, anunciaram a sua separação há um ano, e essa história toda é mais do que interessante para os tabloides de plantão.

 Heard diz que a polêmica: “É a maneira mais fácil de fazer o que as pessoas esperam de você. Quando criança, eu teria gostado de aceitar o que estava sendo dito na igreja. Na verdade, eu rezei para isso.” Heard também é filosófica sobre os seus relacionamentos passados: “Eu sempre tive muito bons relacionamentos e bons rompimentos. Entrar em um relacionamento é tão difícil quanto sair dele. Eu nunca estive em uma situação que um dos dois se sobrepõe. Eu não posso imaginar o quanto seria difícil.”

Nem o pessoal colocando-a sua carreia como garantida (próximos filmes de Heard – Paranoia, co-estrelado por Harrison Ford e Gary Oldman, e Machete Kills com Mel Gibson e Jessica Alba) ela quer provar a sua elevação em seus próprios termos. Não que Heard está tomando nada como garantido. “Eu tenho feito isso como o único meio para me sustentar por 11 anos – toda a minha vida adulta. As pessoas têm falado que eu trabalho duro há 10 anos para crescer”, ela acrescenta com ironia. “Eu prefiro ser chamado assim que um fogo de palha”.

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2 thoughts on “Entrevista da Amber para a The Edit Magazine.

  1. Adorei todas as entrevistas,Amber parece muito segura no que estar falando.

  2. Já tinha ouvido falar dela, mas ao ler as entrevistas, virei fã. A segurança dela ao falar de si mesma, da vida antes e depois da fama, os pés no chão e a cabeça nas nuvens pensando mil coisas… Fanzaça! Uma frase é marcante e mostra o quanto deve ser interessante tê-la como companhia: “’Amber Heard é gay’ é um título memorável do The Huffington Post. ‘Acredite em mim, sou mais complexa do que isso’, diz ela.”. Além de linda, inteligentíssima.

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